Outro dia ela me disse: nossas luas não se entendem, amo em gêmeos e ele em capricórnio. Amo nos ares, nas ideias, e mudo. Ele ama no chão, nos gestos, e persiste. Falo aspirações, construo raciocínios e explico sentimentos. Ele não fala: age; faz; não entende, vive. Por isso, desisto, porque não encontro correspondência. Já ele persiste mesmo pensando estar só, quando finalmente saio de cena, ele entende que nem todas as edificações são materiais e mensuráveis, muitas encontram-se no reino das palavras inauditas - mas daí, já é tarde, parti.